| Dazibando espaço para pensar alto |
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Terça-feira, Maio 08, 2007 300 de DiliosNão tenho muito o costume de comentar os filmes a que assisto - pelo menos não por escrito. Mas saí de 300 com vontade de falar. De cutucar todo mundo ao meu redor e apontar o aspecto que tinha me chamado tanto a atenção. Fui ver o filme já com uma quantidade razoável de informação. Li críticas, vi fotos, cartazes... Sabia que a estética seria razoavelmente fiel à dos quadrinhos; que o Xerxes de Rodrigo Santoro teria mais de dois metros de altura, piercings e cabeça raspada; que os espartanos liderados por Leônidas seriam mostrados como guerreiros hiperviris, musculosos e seminus. Até aí, tudo bem. 300, a HQ, é para mim um item de coleção, precioso. Sim, sou fã de Frank Miller. Também sou fã de História, e de filmes épicos. Não podia perder 300. E não perdi. Fui ver 300 sem reler a versão em quadrinhos, um pouco por preguiça, um pouco falta de tempo, um pouco uma certa arrogância de achar que não ia precisar mesmo. E me encantei com a construção da narrativa do filme: a história tem um narrador, Dilios (David Wehan, o Faramir da trilogia O Senhor dos Anéis), que conta a outros guerreiros, na véspera de um combate decisivo contra os persas, a história de um outro combate, um ano antes - no desfiladeiro das Termópilas, que Leônidas e seus 300 guerreiros defenderam com a vida. O filme é, portanto, um grande flashback, contado do ponto de vista de Dilios. E é isso, mais que o fato de ser um filme, mais que ser baseado em uma HQ, que permite que todas (ou quase todas) as "incongruências" possam ser reavaliadas. Numa narrativa à beira do fogo, na véspera de uma grande batalha, não espanta que os espartanos sejam tão maravilhosos e perfeitos, tão cheios de força e coragem, tão dispostos a morrer; nem que Xerxes seja um rei depilado, com 2,5 m de altura e voz de Darth Vader, que vai ao campo de batalha com toda a pompa, tenta seduzir (em vários sentidos) o inimigo e se apavora ao ver o próprio sangue. O que está sendo retratado não é a História; é a versão que Dilios apresenta dessa história. A narrativa mítica, irreal e exagerada do contador de histórias que cumpre a promessa feita a seu rei e usa a lembrança do que aconteceu um ano antes para despertar em seus companheiros a empolgação necessária para vencer o combate no dia seguinte, um momento decisivo em que os espartanos vão precisar lutar como nunca - à imagem dos 300 de Leônidas. Tem alguém aí? Quarta-feira, Abril 04, 2007 Regresso iminenteApós o longo e tenebroso inverno, eis-me de volta. Já de muito queria retornar, mas faltava-me o ensejo... Então, neste ataque de pedantismo, aviso que preparo para breve nova incursão ao bloguismo. Me aguardem. :))) Tem alguém aí? Terça-feira, Julho 04, 2006
Segunda-feira, Junho 26, 2006
Sexta-feira, Junho 16, 2006
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